Guia · Qualidade e segurança
Quais indicadores a acreditação exige?
A acreditação não entrega uma lista fechada de indicadores. Ela exige que a instituição monitore indicadores com meta, resultado, série histórica e análise crítica — e que use isso para decidir. Veja os indicadores que sustentam a maioria das avaliações.
Guia Padronia · atualizado em 24 de julho de 2026 · escrito e revisado pela formação correspondente à área.
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A lógica: o indicador precisa fechar o ciclo
Quando alguém pergunta "quais indicadores a ONA exige", a resposta honesta é: o Manual OPSS 2026 não fixa uma lista universal. O que ele exige é que a instituição monitore indicadores relevantes ao seu risco e demonstre o ciclo completo — meta definida, resultado medido, série histórica, análise crítica e ação quando o resultado sai da meta. Um número solto em uma planilha não é um indicador acreditável.
Indicadores de segurança do paciente
Sustentados pela RDC 36/2013 e pelos protocolos básicos do Ministério da Saúde, costumam ser o núcleo obrigatório:
- Taxa de queda de pacientes e de queda com dano.
- Incidência de lesão por pressão.
- Adesão à higiene das mãos.
- Erros na identificação do paciente e eventos com medicamentos.
- Número de eventos adversos notificados e analisados.
Indicadores assistenciais e de gestão
- Taxa de infecção relacionada à assistência (indicadores da CCIH).
- Taxa de ocupação e média de permanência.
- Satisfação do paciente ou do residente.
- Indicadores de processo ligados às metas do plano — por exemplo, percentual de PAIs reavaliados no prazo, em ILPI.
A estrutura de um indicador
O avaliador não pede o número; pede a ficha. Um indicador bem montado tem: nome, fórmula de cálculo, fonte do dado, meta, periodicidade, responsável, resultado por período e análise crítica. É a análise crítica — o que a instituição concluiu e fez diante do resultado — que separa medir de gerir.
O erro que mais reprova
O erro mais comum não é a falta do indicador, é a falta de análise e de ação. Uma série histórica que mostra o resultado fora da meta por meses seguidos, sem plano de ação registrado, é pior do que não medir: prova que a instituição vê o problema e não age.