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Quais documentos a ONA exige de uma ILPI?
A ONA não distribui um checklist fechado de documentos. Ela avalia a instituição contra os requisitos do Manual OPSS 2026, e cada requisito precisa estar sustentado por um documento e por uma evidência de que ele acontece. Este guia organiza o que uma ILPI costuma precisar produzir.
Guia Padronia · atualizado em 24 de julho de 2026 · escrito e revisado pela formação correspondente à área.
Neste guia
A base: por que não existe uma lista oficial
Quem procura "a lista de documentos da ONA" normalmente quer um checklist para imprimir. Ele não existe — e é importante entender por quê. A acreditação brasileira é avaliada pelo Manual Brasileiro de Acreditação das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS), na versão de 2026, que passou a contemplar os serviços de Instituição de Longa Permanência para Idosos. O manual descreve requisitos, não uma relação de arquivos. Cada instituição traduz esses requisitos nos documentos que fazem sentido para a sua realidade.
Na prática, porém, esse conjunto se repete de uma ILPI para outra. Abaixo está o rol que cobre o que o avaliador percorre — da política institucional ao registro que prova que o cuidado acontece.
Documentos institucionais e da qualidade
- Manual da qualidade ou documento institucional-mãe, que declara missão, política da qualidade e diretrizes.
- Regimento interno e organograma da instituição.
- Regimentos e atos de constituição dos colegiados — comissão de ética, de eventos adversos, de prontuários, conforme o porte.
- Plano de Segurança do Paciente e a estrutura do Núcleo de Segurança do Paciente aplicada ao contexto de longa permanência.
- Gestão de documentos: lista mestra, controle de versão e de vencimentos.
- Indicadores com meta, resultado, série histórica e análise crítica.
Documentos assistenciais
É o núcleo da avaliação de uma ILPI, porque é onde o cuidado diário aparece:
- Plano de Atenção Individualizada (PAI) para cada residente, exigência expressa da RDC 502/2021, apoiado em avaliação multidimensional.
- Prontuário do residente e instrumentos de avaliação — grau de dependência, escalas de risco de queda, de lesão por pressão, de estado nutricional e cognitivo.
- POPs do cuidado: higiene e banho, administração de medicamentos, prevenção de quedas, prevenção de lesão por pressão, manejo de disfagia, contenção, transferência e mobilização.
- Protocolos de segurança aplicáveis: identificação do residente, uso seguro de medicamentos e prevenção de quedas e de lesão por pressão.
Vigilância sanitária e RDC 502/2021
A ILPI é fiscalizada pela vigilância sanitária antes e independentemente da acreditação. Uma parte relevante do acervo existe para a licença sanitária e reaproveita na ONA:
- PGRSS — plano de gerenciamento de resíduos, conforme a RDC 222/2018.
- POPs de limpeza e desinfecção de ambientes e superfícies.
- Manual de boas práticas de manipulação de alimentos e controle da cadeia alimentar.
- Controle integrado de vetores e pragas e controle da potabilidade da água.
Do documento à evidência
O erro mais comum é achar que ter o documento basta. O Manual OPSS 2026 colocou a jornada do residente como eixo: o avaliador lê o procedimento e, em seguida, pede o registro que prova que ele acontece. Por isso cada POP precisa vir acompanhado do formulário que gera evidência — a folha de sinais vitais, o controle de administração de medicamentos, a ficha de avaliação de risco de queda preenchida e datada.
Documentação é condição necessária e não suficiente para a acreditação. O resultado depende da operação real, da qualidade da implantação e do critério do avaliador. Nenhum acervo garante aprovação.
Leia também
- Como montar o Plano de Atenção Individualizada (PAI)O documento central do cuidado em ILPI, passo a passo.
- O que muda na ILPI com a RDC 502/2021A norma que redefiniu o funcionamento das instituições de longa permanência.
- Quais indicadores a acreditação exigeComo estruturar indicadores com meta, resultado e análise.